... e uma vontade inebriante de escrever, de contar de si próprio, mesmo que seja pleonasmo.
Medo que surja alguém, medo de ficar sozinho.
De quando em quando surge à sua mente figuras obscuras, como as que se estranhava quando dormia o sono dos justos, tendo pesadelos quão sórdidos que nem ela imaginara...
mas as imagens prosseguiam e o obscuro se postergava, inflando o ego dos loucos que outrora eram examinados por doutora lu.
ele a imagina como deveria: doutora lu, seios fartos, porém flácidos para seus "trinta e alguns" anos.
escarrou para o lado mas olhava-a de frente. seus traços lhe eram familiares.
- doutora lu! - exaltava o transeunte.
enquanto em um randomico lugar...
as pétalas caíam da púrpura rosa quase negra. fato o qual nunca tinha negado a ninguém. e ela realmente tinha fatos a negar por toda a eternidade.
nunca mais poderia subir ao posto de eternidade, porque nunca havia plantado uma árvore, escrito um livro ou tido um filho. e isto incomodava imensamente.
em uma noite, planejou o que o desespero incita: matou seu próprio alter-ego.
conectava fatos desconexos por puro instinto mas desacreditava que houvesse coincidências. acreditava pura e somente no amor eterno, através do qual usurpariam-se as rosas em seu inconsciente.
tentaram derrubar seu muro de lamentações, mas só o que encontrou foi a angústia de ver um mundo de depravações e promiscuidade. então, a última pétala murchou, da esperança de um mundo equilibrado. e, naquele momento, deu-se por vencida por hora e sua essência evanesceu-se de forma dolorosa, porém anestesiada.
as cores das bandeiras pouco dizem. territórios nada significam. e nem o amor ao próximo deixaram viver.
sempre que brigo com um amigo, ou mato um vício, uma parte de mim está sumindo.
penso que doce de leite animais não tinham senão industrializados. perecíveis no supermercado. tons que nem sempre são gravados, numa outra nota de outrora. mas nunca mais vamos chegar.
é até difícil parcialmente falando de: de repente, mudar os planos. tornar vulgar o que é romântico. a marca preferida de qualquer subterfúgio.
saber que o casal que conhecemos está bem, pais de gêmeos. sem ao menos tê-los visto. parabéns.
pra quem pode, parabéns. pra quem quer, o talvez. pra camisinha furada o "já é", para mina furada: damião. e para carne mastigada, idem.
eu não estou para abrir carta para ninguém. e adoro jackass e faces of death.
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