Quem sou eu

Curitiba, Paraná, Brazil

sábado, 29 de setembro de 2012

Inteligência ou um bosta

Minha mãe me ligou para que eu fosse bem vestido na "festa" de noivado da minha irmã. Que vai ser somente um almoço EM FAMÍLIA com 9 pessoas.
Eu me ofendi por ela achar que tem um filho mendigo. Falei que sou mal vestido mesmo e que não tenho que agradar ninguém. Ainda mais "sogros" que nem meus são.
Ademais, alguém que vai ser da minha FAMÍLIA não pode se importar com como eu sou ou como me visto.
Só corto o cabelo duas vezes ao ano. E zero a barba em tal ocasião. Os pêlos do corpo são um ciclo. Corto-os bem curtinhos. Durante os meses seguintes vou ficando como o "Rolo" da Turma da Mõnica (a original, não essa babaquice nova anime). Até que a coisa (cabelo/barba) fique (quase) uma coisa só. E a cada 6 meses repito o processo. É simples, é prático e não é custoso.
Você tem que ser quem você é. E os pêlos são quem você é. São uma parte disso. Que é você. E o espelho está aí na sua frente, encarando-o(a). Só não vá se autohipnotizar.
A pessoa tem que estar bem consigo. Eu estou de bem com minha "obesidade", a minha barriga de chopp. Mas aparentemente quem menos importa - ou seja - as demais pessoas, não. Já tomei "invertidas" da minha própria mãe e da mãe de meu melhor amigo na época. Reclamando (!) da minha barriga. A mãe do amigo mandou eu colocar uma camiseta. Só faltou se referir como 'tal monstruosidade". Mas foi pouco menos escrota. Na época pensei na resposta: "Para quê? Não vou te comer!". Mas fui um gentleman. Mesmo porque estava hospedado na casa de praia de seu marido. Mas já me referi a isso no Nouveau riche. Minhas senhoras, vamos olhar para o próprio umbigo! (Figurativa e literalmente!).
Mas até minha mãe (que outrora criticara minha barriga) agora critica minhas vestes.
Eu sou inteligente. Eu juro que já me disseram.
Mas diante de tanta ignorância e "imbecil coletivo", a face que mais mostro é a face do realismo, da transparência da minha "alma"; é a face do sarcasmo, da ironia e do escárnio.
Sou polêmico, critico valores morais, cristãos. Critico charlatanismo, vidência, religião, espiritismo, pseudociência. E por viver num país essencialmente cristão (católico e evangélico), as divergências de opiniões são gritantes.
Sou um chaovinista, de opiniões polêmicas e bipolares entre si as quais misturam extrema direita e extrema esquerda.
Se fosse pra ser um herói, eu seria um anti-herói. Eu acabei me desenhando assim.
E é por essas opiniões fortes e discordantes (das quais a maioria das pessoas pensam) é que as pessoas em geral (amigos e familiares) se afastam de mim.
E é porque esses valores errôneos de "quem desenvolve a melhor máscara" é que contam na avaliação pessoal de cada um em pleno 2012 e que as pessoas só se olham mas não se enxergam.
E é por isso que minha mãe vai morrer achando que eu sou um bosta.

Casamento

Nas festas de casamento os noivos queimam dinheiro. Os convidados se vestem MUITO bem e usam suas máscaras diárias. Talvez uma máscara mais refinada para esse dia tão festivo.
Acho que as pessoas não deveriam vestir máscaras e sim contar todas as seus vícios, suas perversões e seus preconceitos.
E aí por causa disso, não se casariam.
Ou então seria mais específico achar a tal "alma gêmea".
Se a vida é tão cheia de negativas, por que não tomá-las no começo? Enganar-se mutualmente para que no último ato caia-se a tal máscara??
Se bem que tenho a opinião a qual eu não entraria para um clube que me aceitasse com sócio.
Quem optou por ser sozinho tem que ficar ouvindo xororô de amigo que separou, que engravidou ou está com medo de ter engravidado vagabunda... Tem que ficar mostrando os dentes sorrindo, dando parabéns por colocar mais gente no mundo, dando presente de casamento...
Ninguém vem apertar a mão gozada do punheteiro, pagar uma puta ou comprar uma buceta de silicone ou uma assinatura de site p0rn.
Aí o cara pega a "mina" que tá mais rodada do que caminhão, com uns 30 e poucos anos (já dava desde os 13). Se ajoelha que nem um otário e pergunta "quer casar comigo"? Ignorando pica a pica até chegar ao otário (famoso "provedor") que se sujeita a chamá-la de "amor da minha vida".
E vão engravidar...
Não concebo essa idéia das pessoas ficarem querendo colocar mais gente nesse "mundo de meu deus". É um egoísmo de querer ter alguém com "a sua carinha" e ao mesmo tempo um altruísmo que é o compromisso de gastar mais de R$ 1 milhão com alguém que vai se (e te) incomodar pro resto da vida. Você vai separar da "vagabunda que emprenhei" ou o "filho da puta que me engravidou" um ou 20 anos depois e vai ter alguém pendurado nas tuas bolas por pelo menos algumas décadas.
E aí botam nomes como "Ruan" (que não existe, é JUAN!) ou "Gabriel" (porque tem "nome de anjinho!"). Argh!
Pessoas: relacionem-se. Mas não façam disso um fato megalomaníaco, público e divulgado aos quatro ventos. E nem venham venham querer catequisar com sua cultura promíscua quem está em seu canto.
Deixem as outras pessoas fora disso.
Inclusive as não concebidas.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mônica Jovem

Todo mundo sonhava que o Cebolinha ia realmente ficar com a Mônica quando fosse mais velho, mas preferiria que ficasse só na imaginação. Esses mangás não tem NADA a ver com o quadrinho original. Sinto que o Maurício de Sousa está se vendendo às custas de estuprar minhas (e de várias gerações) memórias de infância. Totalmente sold out. Não compraria.
Eu sou um purista. Não consigo deglutir esse tipo de coisa.
Na verdade, nem os quadrinhos antigos "estão ainda lá". Mesmo porque muita coisa mudou. Essa mania de moldar pro politicamente correto tá acabando com tudo.
Por exemplo, já peguei um gibi em que tinha um "disclaimer" dizendo que pixar muros (como o Cebolinha sempre fez) é ilegal, mas como a historinha é antiga, estaria sendo mantida no molde original.
A verdadeira essência está só nos sebos hoje em dia. E olhe lá...
Depois veio essa política inclusivista: da menina cega, o paraplégico, depois veio o personagem gay (que foi vetado) e agora a "novidade" vai ser dois personagens com AIDS (!)
Hoje em dia a coisa tá tão babaca que é perigoso até não existir mais aquele bordadinho da calcinha aparecendo por baixo do vestido das personagens femininas, por "incitação à pedofilia" ou algo assim.
Me sinto mesmo traído e faço minha da minha voz a voz da nossa geração e da geração dos nossos pais quando discordo do rumo que tomou a Maurício de Sousa Produções. Que sempre quis surfar na "crista da onda", mas chega a ser careta demais, exacerbado demais, vergonha alheia demais.
Prefiro ficar com minhas recordações de infância.
Mas de qualquer forma, toda forma de leitura é válida.
Portanto, boa leitura...

Zé Rodrigo versus Mallu Magalhães

Eu tenho que discordar. Não sou hipster, amo música e tenho mais de 30 anos (para contextualizar).
Este vídeo tem mais de 4 anos (o que pra ela é muito: 1/4 da idade na época e 1/5 da idade hoje).
Ela é "cabeça". Só era lesadinha, não sabia se expressar. O tal "quociente emocional".
Mas musicalmente (e intelectualmente) acho ela bem precoce.
Com 16 anos tocava instrumentos alternativos (bandolim/banjo?) e cumpunha em português e em inglês, com influência de Beatles e Bob Dylan. Como os irmãos Dias, nos anos 60.
È trabalho autoral. E mesmo sendo mais difícil de deglutir do que repetir as velhas "receitas de bolo" que deram certo; eu acho de muito boa qualidade e muito promissor(a).

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Todo mundo cheira a própria uréia, encara o próprio troço e é homo com o próprio órgão.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"E a Vida Continua..."

Sem querer criticar religiões, mas: os filmes com esta temática espírita são todos iguais! O enredo é tão simples e clichê.
Subestima a inteligência do espectador abaixo à de uma criança.
E ainda assim tão bem explicadinho. Tão "for dummies" que até um leigo nesta temática entenderia e se ENTEDIARIA.
Além de tudo, mesmo sendo nacional, mais da metade das cenas são DUBLADAS!!
O filme é todo cortado, REDUBLADO, mal editado. Como se fosse colado nas coxas  e às pressas só pra se justificar a conta do investimento (público?).
"Santa" inocência! Caí no "Xaveco" do Chico e do Paulo Figueiredo.
A única coisa que salva (se é que salva) é a beleza da Amanda Acosta.
Foi o único filme na minha VIDA em que saí na metade.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

"Latino é expulso de boate por visual extravagante. O cantor brasileiro teve que se retirar de uma casa noturna de Nova York por não estar vestido adequadamente". Pra ver como é o comportamento de macaco do brasileiro. Achou que tava abafando imitando o estilo dos caras (EUA) e acabou sendo um arremedo mal feito. Que é como quem se porta como "rapper", "head banger", ou qualquer outra merda chupinzada dessas. Deveria estar mais para Falcão do que "latino do ghetto" (subproduto do subproduto).