Sobre o filme "Se Puder... Dirija":
Primeiro longa nacional (de não animação) com a tecnologia 3D. (A qual é sempre subutilizada).
Filme encomendado por uma marca de carros para incentivar mais motoristas filhos-da-puta a sairem do cinema, comprarem seu carrinho importado e atropelarem um ciclista qualquer.
Acontecimento este minimizado pelo fato de o ciclista ser o "bonitão" (ex-cancerígeno e agora de cabelo pixaim) Reinaldo Gianecchini (que fingia ser um gerontófilo a pegar uma velha efebófila para relacionar-se homoeroticamente com seu filho mancebo).
Protagonizado por uma bicha velha de academia (muito engraçado n'Os Normais e na TV Pirata; porém muito sem graça nesta película) o qual faz papel do pai "relapso" de um merdinha qualquer (um péssimo ator mirim cujo único atrativo é somente ter os olhos pidões do Gato de Botas do Shrek).
Mas algo do filme se salva porque tem um gordo quase engraçado que faz par com um sobrancelhudo nos almoços de domingo na (maravilhosa rede) Globo.
E no final tudo dá certo. Porque, afinal, pais e mães solteiros estão em alta (já que são maioria as famílias disfuncionais).
E o que não é lindo num filme rodado na Cidade Maravilhosa onde todos os carros deste mundo perfeito são os da Renault, hem?
É melhor comprar um saco de mariolas.
A não ser que o espectador seja um motorista inveterado integrante de uma família disfuncional. (O que são mais de 80% de nossos concidadãos, motoristas, pais de famílias disfuncionais e "cidadãos de bem").
Portanto, bom filme.
Ou então, bom pacote de mariolas.