Quem sou eu

Curitiba, Paraná, Brazil

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O Vendedor de Sonhos

Quem escreveu a crítica está certíssimo. Nota 2 de 5 é praticamente um ato de caridade.
Os atores parecem saídos de novelas (canastrões e canastronas) ou de teatro de rua.
Clichê atrás de clichê, atrás de clichê, atrás de clichê.
A cena do avião foi patética. Inacreditável o lugar-comum.
E a que mostra o mendigo como esquizofrênico é uma alusão a "Pedro" (Julio) negando "Jesus" (Mestre). Como na bíblia. Para puxar a identificação com cristãos (se é que o perceberam). E, ademais: oras, o que importa não é a sabedoria dele, a oratória? Qual o problema de ele ter tal doença psiquiátrica?
Existem cenas que não fazem sentido algum, ou que subestimam o intelecto do telespectador. Como na que chegam à morada dos mendigos e Dan Stulbach pergunta no mínimo umas dez vezes "-Mas aonde é sua casa? -É aqui. -Mas aqui onde? Onde é a sua casa? -É aqui". Simplesmente sacal.
E para logo depois aparecer a figura de um idoso negro com os olhos verdes (à là capa da revista National Geographic). E ninguém ali fumando crack, o que seria mais plausível.
Passando pelo trombadinha baleado e desacordado mas que é milagrosamente salvo. Pois onde já se viu um infanticídio em um filme tão edificante quanto esse, não é?
Me lembrou muito filmes espíritas como o do Chico Xavier, E a Vida Continua e Nosso Lar. Intragáveis tanto quanto. Talvez um pouco mais.
Os clichês vão desde a música com pianinho infantil quando a criança aparece, até o toque "edificante" quando vai acontecer algum discurso motivacional.
O auditório vazio, a esposa troféu, a criança desamparada, as lágrimas de crocodilo para lá e para cá. Simplesmente não me prenderam. Ficava imaginando como o colírio fôra pingado imediatamente antes.
Quando atingiu o ápice da pieguice, levantei para ir embora antes do final. E não é que era o final mesmo?
Era para ser um final edificante? Enquanto alguns fungavam, eu sorria enquanto sofria de Síndrome da Vergonha Alheia.
Aparentemente Augusto Cury e Jayme Monjardim tentaram arrebanhar algum filete de gado. E pelo jeito conseguiram.
Não entendo como teve relatos de pessoas que choraram "durante e depois do filme". Isso na verdade diz muito do brasileiro. Seu (mau) gosto para cinema e para literatura.
E não só o mau gosto artístico (pela sétima arte) como intelectual também. Por cair em contos da carochinhas de pseudo ciência, charlatanismo e literatura barata de auto-ajuda.
Não é realmente um filme para cinéfilos. Ou para quem tem um patamar para cinema e literatura acima do senso comum.
É mais para a turma do Hassum, da Praça é Nossa, da Zíbia Gasparetto, das piadas físicas tipo casca-de-banana e bordão e pra galera do "hashtag força Chape".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

#forçaChape?

Alguém ainda lembra da Boate Kiss? De Mariana? Do Charlie Habdo? #JeSuisCharlie ainda?
Anteontem caiu o helicóptero com uma noiva. Hoje um outro acidente aéreo...
Há alguns dias teve tiroteio nos EUA. E uns dias depois, uns 30 morreram queimados.
Teve hashtag ridícula pra isso? Não.
Então a indignação é seletiva.
É mesmo um país de macacos que idolatram futebol.
Se importassem com a VIDA, teria manifestações diariamente e colocariam nos trend topics do Twitter esses últimos acontecimentos que citei.
Mas, não. A indignação do brasileiro é seletiva.
Aliás, falando em brasileiro ser macaco... Ainda #SomosTodosMacacos, será???
Acho que não.
Não sabem nem o que comeram no almoço, quanto mais em quem votaram na última eleição.
São todos levados por uma onda acéfala. Um efeito manada e um tsunami de hashtags ridículas e mudanças de cores nas fotos de perfil. Indicando um analfabetismo funcional e um efeito manada nunca antes visto na humanidade antes da popularização da tecnologia.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Incesto

Se duas pessoas se desejam, quem é o Estado, quem é a Igreja , quem é a polícia, quem sou eu, quem é você pra falar alguma coisa? Deixa!
A garota que quer foder com o pai já é adulta. Deixa, porra. Qual o problema?
Por isso volto ao meu primeiro ponto: é a moralzinha cristã babaca que é imposta por 90% de otários que se dizem cristãos (hipócritas) no Brasil que se dizem horrorizados com isso mas fazem coisa muito pior no dia-a-dia. Matam, roubam, estupram, traem a mulher, traem o marido, sonegam imposto, pedem nota fiscal adulterada, etc. E se enfiam na vida sexual e amorosa de quem não lhes diz respeito.
Antigamente as pessoas casavam-se com pessoas da mesma família porque viviam em tribos. E as outras tribos eram rivais. Na época das monarquias, os monarcas também casavam-se entre si para que a riqueza não saísse de posse da própria família. Já mais pro nosso tempo, há algumas décadas (e até hoje) acontece os adolescentes perderem a virgindade com as próprias primas... E hoje em dia existem populações onde isso é completamente normal. Como os índios. Como as populações ribeirinhas no interior do Amazonas, onde não há muitas pessoas. Então quando a esposa morre, a filha vira mulher do pai. E lá o costume é esse. É cultural. E se for lá e falar que é "errado", o errado é você. Porque eles são maioria. Não tem nada de imoral ou antiético. É culpa que a bosta da religião bota na cabeça das pessoas. Aliás, para quem é religioso, na própria bíblia tem diversos casos de incesto. Filhas que embebedam o pai para transar com ele, etc. Não acho errado. Contanto que as duas pessoas tenham discernimento e não seja nada forçado. Já que estupro é estupro em qualquer idade. Já vida amorosa e sexual de um casal consentido não diz respeito a mais ninguém a não ser a eles próprios. Seja homo, hétero, inter etário ou de mesmo sangue (incestuoso).
Ah! Mais uma coisa... Tirando o argumento pseudo-religioso, o segundo argumento mais utilizado por quem é contra é que "os filhos vão nascer deformados". É só não se reproduzir, oras! Quem disse que todo casal quer ter filhos? !
E mais um esclarecimento, que as pessoas confundem: Incesto é uma coisa. Pedofilia é outra e estupro também é uma terceira coisa, completamente diferente. Esses 3 conceitos caminham separados. Às vezes juntos. Mas um incesto pode ser não-pedófilo. E um incesto pode não ser - e deve não ser - um estupro.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Drogas

O ecstasy quando foi "lançado" era a "droga do amor". As pessoas usavam para se esfregar nas festas rave e transarem, etc. Hoje em dia, não se sabe o que os traficantes colocam nessas drogas sintéticas. Pode ser qualquer coisa. Mas "droga do amor" não é mais. Assim como a "maconha sintética" ("sais de banho") faz o cara virar zumbi e querer comer a cara do amiguinho. Assim como o LSD já não tem mais nada do LSD de Timothy Leary e Aldous Huxley de 1960 e é somente um papelote embebido em anfetamina. Assim como a cocaína é um monte de remédio macetado. Assim como a maconha é cocô de cavalo misturado com amoníaco. O USO já conta com mais de 8 mil anos. E nunca vai acabar. Já a proibição só 100 anos e é inútil. Compete ao Estado (já que gosta de se enfiar na vida das pessoas e nas suas liberdades individuais), que pelo menos cuide disso e faça laboratórios e plantações para ter essas substâncias mais puras o possível, sem aditivos. Gerando imposto e garantindo o mínimo de saúde para quem usa e sendo transparente tendo um produto puro. Fora isso é hipocrisia. É conservadorismo vazio, baseado em nada. Já que se baseados em dados sobre mortes e violência, optariam pela descriminalização e produção gerida pelo Estado.

sábado, 22 de outubro de 2016

Qual deus?

Da Mitologia Islâmica Alá, Iblis, Djinn, Anjos, Maomé, Kaaba)?

Da Mitologia egípcia (Amon, Anúbis, Anuket, Atum, Bastet, Bes, Chu, Geb, Hapi, Hathor, Heka, Hórus, Iah, Ísis, Khnum, Maat, Mafdet, Meretseguer, Meskhenet, Min, Montu, Néftis, Nekhbet, Nut, Osíris, Ptah, Rá, Satet, Sekhmet, Serket, Seth, Sia, Sobek, Sokar, Tefnut, Tot, Uadjit)?

Da Mitologia grega (Caos, Érebo, Éter, Gaia, Hemera, Nix, Óreas, Pontos, Tártaro, Urano, Cronos, Eros, Tálassa, Atlas, Céos, Crio, Cronos, Febe, Hiperion, Jápeto, Mnemosine, Oceano, Prometeu, Reia, Teia, Tétis, Têmis, Afrodite, Apolo, Ares, Ártemis, Atena, Deméter, Dioniso, Éolo, Eros, Hades, Hefesto, Hera, Hermes, Héstia, Poseidon, Zeus, Anteros, Athirío, Aleto, Asclépio, Astreia, Astéria, Anfitrite, Aura, Alpésia, Bia, Bóreas, Circe, Cletes, Cifis, Deimos, Despina, Ênio, Eos, Éris, Euro, Faetonte, Fobos, Hebe, Hécate, Hélio, Hércules, Himeros, Himeneu, Hipnos, Io, Íris, Ismênia, Irêmia, Iriana, Leto, Macária, Maya, Meline, Melinoe, Métis, Morfeu, Nhatos, Nêmesis, Nice, Nlx, Notus, Órion, Pã, Perséfone, Polideimos, Pónos, Pothos, Priapo, Queres, Quione, Selene, Selênio, Seliana, Sêmele, Tânatos, Téch, Thisi, Tifão, Tique,
Zelo, Zéfiro)?

Da Mitologia romana (Angerona, Abeona e Adeona, Eos, Baco, Belona, Caronte, Ceres, Céu, Cupido, Diana, Esculápio, Fama, Febo, Fortuna, Hora, Invidia, Iustitia, Jano, Juno, Júpiter, Líber, Lupércio, Marte, Mercúrio, Minerva, Nemestrino, Netuno, Nox, Plutão, Prosérpina, Quirino, Saturno, Selênium, Vênus, Vesta, Vitória, Vulcano, Lúlio, Somnus, Herácles)?

Da Mitologia nórdica (Aegir, Alfadur, Balder, Borr, Bragi, Buri, Forseti, Frey, Freya, Frigga, Iduna, Loki, Ymir, Njord, Nornas, Odin, Ran, Saga, Thor, Tyr)?

Do Candomblé (Olodumare, Oxalá, Oxalufon, Oxaguian, Iemanjá, Oxum, Iansã, Ogum, Oxóssi, Omolu, Xangô, Oxumarê, Nanã, Ossaim, Exu, Ibeji, Iroko, Logun, Obá, Yewá, Orumilá, Olokun, Olossa, Orixá Oko, Onilé, Ayrà, Odudua, Egungun, Iyami-Ajé, Oranian, Axabó, Ifá, Dangbé, Mawu, Lissá, Loko, Gu, Heviossô, Sakpatá, Dan, Agué, Agbê, Ayizan, Agassu, Aguê, Legba, Fa, Aziri, Possun, Bessem, Sogbô, Tobossi, Nanã)?

Do Hinduísmo (Trimurti, Brahma, Vixnu, Xiva, Aditya, Mitra, Aryaman, Bhaga, Varuna, Daksha, Ansa, Indra, Savitri, Ganexa, Parvati, Sarasvati, Lakshmi, Kali, Abhaswaras, Abhimani, Agni, Airâvata, Amrita, Apadma, Apsarás, Ardjuna, Asuras, Aswing, Avatar, Bali, Bavani, Bod, Bodisatva, Bonzo, Brahm, Brâman, Brahmine, Bram, Brama, Braman, Brâmanes, Bramanismo, Brâmine, Caktis, Cakya-Muni, Calidasa, Câma, Cartikeia, Chardo, Civaismo, Civaista, Cri, Dastas, Devas, Darma, Durca, Dusak, Emakong, Esri, Erunia, Eruniakcha, Ganas, Ganges, Garuda, Guira, Hanza, Iama, Indrani, Indu, Isamia, Izvara, Kala, Kalidasa, Kalki, Kâma, Kâma-Deva, Kamagra, Kança, Kapila, Kartikeya, Kchatrya, Kchatryani, Krishna, Kusa, Kuvera, Mahadeva, Manaswamin, Manava-Dharma-Sâstra, Manu, Meru, Mitríacas, Mudevi, Muruts, Nandi, Ormazd, Para-braman, Paraçu-rama, Pârana, Párias, Pradjapati, Pradyumna, Pritivi, Puchan, Rackshras, Rakchas, Râma, Râma-tchandra, Ramaiana, Rati, Râvana, Richis, Rigveda, Ruckmini, Rudra, Sach, Sakra, Salamandra, Sama-veda, Sani, Shashti, Sita, Skanda, Sôma, Soradeus, Sudra, Sudrani, Surya, Svarga, Tchandra, Tchandramas, Tchinewad, Thug, Trimurti, Tuas, Tugue, Twachtri, Ure, Urvace, Uschas, Vacyá, Vaixiá, Valmiki, Vamana, Vayú, Viaça, Virabhabra, Vixmismo, Vixmista, Vritza, Vyasa, Wecya, Wecyani, Xatria, Xatriani, Yadiur-veda, Yama, Yoni, Zend, Zervane-akerene

Da Mitologia maia (Ah Puch, Bolon Yokte, Camazotz, Chac Mool, Huracán, Ixchel, Kukulcán)?

Da Mitologia asteca (Acolmiztli, Acolnahuacatl, Acuecucyoticihuati, Amimitl, Atl, Atlacamani, Atlacoya, Atlatonin, Atlaua, Ayauhteotl, Camaxtli, Centeotl, Centzonuitznaua, Chalchiuhtlatonal, Chalchiuhtlicue, Chalchiutotolin, Chalmecacihuilt, Chalmecatl, Chantico, Chicomecoatl, Chicomexochtli, Chiconahui, Chiconahuiehecatl, Cihuacoatl, Cipactli, Citlalatonac, Citlalicue, Ciucoatl, Ciuteoteo, Civatateo, Coatlicue, Cochimetl, Coyolxauhqui, Ehecatl, Huehueteotl, Huitzilopochtli, Huixtocihuatl, lmatecuhtli, Itzlacoliuhque, ItzliItzpapalotl, Ixtlilton, Iztaccihuatl, Macuilxochitl, Malinalxochi, Mayahuel, Metztli, Metzli, Mextli, Mictlan, Mictian, Mictlantecuhtli, Mixcoatl, Nagual, Nahual, Nanauatzin, Omacatl, Omecihuatl, Ometecuhtli, Ometeotl, Opochtli, Patecatl, Paynal, Popocatepetl, Quetzalcóatl, Tlalocan, Tecciztecatl, Teoyaomqui, Tepeyollotl, Teteoinnan, Tezcatlipoca, Titlacauan, Tlahuixcalpantecuhtli, Tlaloc, Tlaltecuhtli, Tlazolteotl, Tlillan-Tlapallan, Tloquenahuaque, Tonacacihuatl,
Tonacatecuhtli, Tonantzin, Tonatiuh, Tzitzimime, Tzizimime, Toci, Ueuecoyotl, Xilonen, Xipe Totec, Xiuhcoatl, Xiuhtecuhtli, Xochipilli, Xochiquetzal, Xocotl, Xolotl, , Yacatecuhtli, Yaotzin)?

Da Mitologia inca (Aqlla, Apu, Apu Catequil, Apu Illapu, Apu Punchaw, Ataguchu, Cavillaca, Chaska, Chaska Quyllur, Kuka Mama, Copacati, Iqiqu, Hanan Pacha, Waqas, Apu, Inti, Ka-Ata-Killa, Kay Pacha, Kon, Mama Hallpa, Mama Qucha, Mama Uqllu, Mama Pacha, Mama Killa, Manco Capac, Unu Pacha Kuti, Pacha Kamaq, Paria Qaqa, Supay, Uku Pacha,
Urcaguary, Vichama, Viracocha, Wichama, Sara Mama)?

Da Mitologia pawnee (Pah, Shahkuru, Tirawa)?

Da Mitologia pigmea (Arebati, Khonvoum, Tore)?

Da Mitologia polinésia (Atea, Ina, Kane Milohai, Maui, Papa, Pelé, Rangi, Rongo)?

Da Mitologia tupi-guarani (Abacai, Andurá, Anhangá, Chandoré, Guaraci, Iara, Jaci, Sumé, Tupã, Rudá)?

Da Mitologia khoi (Gamab, Gunab, Tsui)

Ou da Mitologia Rapa Nui (Maki Maki)?

sábado, 1 de outubro de 2016

Estupro de vulnerável

Sigmund Freud já dizia que crianças possuem sexualidade. Inclusive os nervos, as terminações nervosas que estimulam a excitação já são formadas desde sempre. Desde o feto. A primeira ereção acontece dentro do útero. Gêmeos se estimulam sexualmente e mutualmente dentro do útero. Alfred Kinsey dirigiu um estudo onde contratou diversos pedófilos para estimular sexualmente crianças e teve números super altos e intensos. Tanto meninos como meninas atingiam vários orgasmos por dia. Meninas muito mais do que meninos. Atingiam o orgasmo dezenas de vezes quando era aplicado o sexo oral. Portanto, "crianças" (seres humanos jovens) possuem sexualidade desde que nascem. Não acredito em abuso. Para mim, "abuso" é feito somente quando é feito sob violência e ameaça. E isso acontece porque é proibido. Se fosse encarado com mais naturalidade não existiriam "estupros" e nem estupro seguido de morte. A relação sexual inter-etária não deveria ser criminalizada. O que estraga são as leis do Estado (que se mete na vida das pessoas por demasia) e o próprio cristianismo, onde sexo é pecado, tudo é pecado, incesto é pecado mortal, etc. Se tudo fosse visto com leveza, as pessoas (as ditas "vítimas") não sentiriam culpa. E por consequência, não desenvolveriam depressão, e etc. Pessoas não seriam presas por isso, etc. A culpa é imposta pela sociedade hipócrita: "o que você fez é errado / é crime / é pecado", "o que fizeram com você é pecado / é crime / é errado". Já que sexo é uma coisa natural do ser humano. Veja por exemplo o caso dessa senhorinha que engravidou aos cinco anos. Eu já conhecia a história dela. O filho foi criado como se fosse irmão dela. E ela a vida inteira não contou para ninguém quem foi o pai. Protegeu a vida toda seu parceiro sexual, o pai do seu filho. Pois desde jovem acreditava que ninguém além dela e ele deveriam saber. E nem o Estado e nem a sociedade hipócrita deveriam ter ciência do fato. E cresceu como uma pessoa normal, não teve traumas nem nada. Não sentiu culpa. Quem implica a culpa é a sociedade hipócrita. Sexo é uma coisa normal, da natureza. Essa dinâmica de "criança / pré-adolescente / adolescente / adulto / idoso" é uma dinâmica muito contemporânea. Antigamente não existiam essas distinções. Criança trabalhava desde cedo antigamente. Os próprios muçulmanos se casam com mulheres quando essas começam a crescer mamas e a menstruar (9, 10, 11, 12 anos). Quando o corpo já está preparado, não tem porque o Estado proibir que as pessoas se casem, que cruzem quando estão corporeamente preparadas. Sou a favor da extinção dos conceitos jurídicos de "maioridade penal", "estupro de vulnerável" e "idade de consentimento".

domingo, 28 de agosto de 2016

Casamento

O que é assinar um papel para quem já vive em pecado?
Minha mãe quer que eu vista social pro "casamento" da minha irmã.
Que já transava gemendo gritando quando morava comigo.
E vive em pecado.
"É o sonho de toda mulher"
Que mulher?
Minha mãe casou duas vezes.
Meu pai casou 3 vezes.
Sonho de quem, ô, cara pálida?
Eu uso calças cargo.
Me prontifiquei em calçar calças cargo e uma camisa.
Minha mãe chorou.
Ameaçou não me "convidar".
Eu sou ateu.
Mas "juro por deus".
Já não tenho amigos.
Não tenho perspectiva nenhuma de casar ou ter filhos.
Chamo crianças de MERDINHAS.
Dizem que no meu trabalho tem uma lista de 200 pessoas para serem mandadas embora.
Agora.
Se perder o apoio da família era tudo que me restava.
Abro o gás e vou pro inferno junto da T______.
Foda-se.
E se eu fosse uma transexual?
E se eu tivesse uma tatuagem na cara?
E se eu tivesse o cabelo roxo?
"Vergonha pra família" é pouco. Poderia ser muito mais.
Ia ser deserdado?
Ia ser mandado a fazer um peeling a laser?
Raspar a barba e o cabelo?
Uma calça.
Seja ela cargo ou social.
E justo vindo de quem acabou com nossa família em 1997.
Puta hipócrita.
Minha mãe não aceitou minha amizade online no Facebook porque não quer que as putas amigas dela saibam quem sou eu e as opiniões que tenho.
Minha irmã me bloqueou por motivos idem.
Penso... Sou realmente importante?
É claro que não.
Penso em dar um presentinho de casamento.
Ligar o gás.
Já não tenho amigos.
Estou a um passo de ser mandado pra rua.
Tanto minha irmã como minha mãe têm histórico de adultério.
E eu sou o louco?
Eu sou o errado?
Eu sou o ovelha negra?
Eu sou a vergonha pra "família"?
Que família?
Aquela que foi destruída em 1997?
E se eu fosse um transexual de barba azul, cabelo roxo, uma suástica na testa e um vestido SOCIAL, porém feminino?
Seria uma roupa SOCIAL, pois não?
Aliás... Casamento é uma babaquice.
É um papel assinado pra quem já vive em pecado.
É o Estado entrando na vida do indivíduo sem ter sido chamado.
Até minha avó viveu em pecado. Minha mãe viveu em pecado. Minha irmã viveu em pecado.
Que glamour é esse? Essa babaquice.
Um dia vou me matar.
Estarei junto de Jupiter Apple.
Enquanto isso, tenho 2000 seriados pra assistir. Mais de 200 livros pra ler. E quase 500 filmes para ver.
E nenhum amigo.
São todos manginas.
Escravocetas.
Sustentando putas donas de casa.
E com merdinhas a crescer.
Odeio criança.
Odeio a ordem das coisas.
Odeio a idiocracia.
Multiplicai-vos É O CACETE!
To ouvindo Hissivilization.
Como meu avô dizia:
Ninguém me visita.
Um dia vão descobrir pelo cheiro.

sábado, 14 de maio de 2016

Marcela Temer

Daqui entre 10 a 15 anos ela apaga a tatuagem do "dono" dela da nuca. Se torna independente. Se candidata. E se torna uma mulher poderosa. Marquem esse comentário. 14/05/2016.

Robôs

Tive um sonho.
Havia um livro sobre robôs humanóides. Eu tinha lido e relido até a metade.
E vivíamos em um futuro distópico onde essa realidade já existia.
Eu ajudava um amigo a fazer alongamentos. Eu era uma espécie de apoio e a força que ele aplicava em mim me machucava, deixava minha coxa direita dolorida.
Havia um ser ciente, conhecidamente robô. Uma versão mais simplória, que não entendia ironia e era um pouco infantil e ingênuo.
Estava caminhando com este robô quando conhecemos uma garota, de uns 16 anos. Logo ficamos muito amigos. Dormíamos os três entrelaçados, em forma de valete, ou um de nós com a cabeça entre as coxas da garota, deitados na grama.
Um dia ela fez uma piada. Nós rimos. E o robô não entendeu mas riu mesmo assim. E ele repetia "- what you mean?". E ela imitava-o, rindo e repetindo "- what you mean?". E ríamos da ingenuidade eletrônica.
Certa feita estávamos brincando de escorregar uma ladeira quando me deu um estalo. Comentei assim com a garota:
- Eu já li o livro e estou relendo. Estou na metade. Tem uma coisa que eu desconfio, mas não me conte.
E ela:
- O que é?
E eu:
- Oras. A garota mora na rua... Nenhum dos três tem casa...
E ela:
- É porque a garota tem mais de 16 anos. É emancipada.
Eu:
- Mesmo assim. Mas tem algo em comum... Entre você e ele. Entre nós tr...
Ela me interrompeu:
- Você também!
E eu:
- Eu sei!

Acordei com o coração na boca e nos segundos que sucederam fiquei totalmente aterrorizado sem ter como saber se eu realmente NÃO era um robô.

sábado, 7 de maio de 2016

Dicas para um adolescente ser inteligente

Um adolescente perguntou como ter bons argumentos e terminou dizendo "eu só quero ser inteligente".
Depois de descascar a geração Minecraft / Geração Z e apesar da possibilidade de estarem tirando com minha cara, dei minhas dicas:
"Leia. Leia pra caralho.
Eu comecei tarde, com uns 19 anos. Tenho 35.
1. Para de acessar Facebook
2. Para de ver merda no Youtube. A não ser que sejam vídeos científicos como Nerdologia, Pirula, etc.
3. Eu comecei com http://ceticismo.net/ Li todos os artigos desde que o site foi fundado até 2002. Faz 14 anos que não acesso.
4. Descubra o q vc gosta e baixe livros do http://lelivros.online/
5. Se possível compre um Kobo, custa 200 reais e vc não tem a tentação de usar a internet, o que seria lendo em uma janela no Windows com o navegador à disposição
6. Compre livros usados na estantevirtual.com.br
7. Calculo por baixo uns 500 livros lidos na minha vida.
8. Tenha pensamento crítico. Não acredite em tudo o que falam pra vc. Inclusive família e religião.
9. SAIBA INGLES
10. Faça um curso superior
11. Qualquer dúvida, jogue no Google.
12. Não confie no Yahoo Respostas
13. Use e abuse da Wikipedia
14. Ouça podcasts. Sobretudo podcasts inteligentes, como o Anticast, Fronteiras da Ciência, Braincast, NBW, 30 Minutos, Scicast, Nerdcast, Mamilos, etc."

sábado, 9 de abril de 2016

Mãe (II) (?)

EU NÃO...
 eu não tenho a lembrança
de ter o teu carinho
e nem o de ninguem
na infancia
só de ter sido terceiriazado
de você comer em pé
talvez amnesia infantil
carinho, não
afeto, sim
afeto terceirizado
de uma tia-bisavó
brincando com potes e tampas de remédios de velho
essas são minhas primeiras lembranças
isso é ao menos normal?
eu mamei?
ou eu tomei nescau a porra da infancia inteira?
eu lembro que eu tentei me jogar de um fiat uno
você chorou
mas não freou.
eu juro
nao lembro de um afeto seu
um abraço
sempre
sempre
terceirizando
meu pai então, vendo a bosta do cid moreira e comendo amendoim
shhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!
que saco
uma mão no saco, outra no controle-remoto. era essa a piada?
aí ele ficou grisalho e usava uma tinta que deixava verde
e era piada pra você
e daí pra frente tudo virou piada
destrambelhou
digamos.. o tamanho da "tromba" do amante
era piada, era chacota
ao menos você me amou?
você um dia amou meu pai?
um dia você amou a si mesma?!?!?
um dia....
...
você achou que seria gente...
voltaria a ser gente...
depois de ter sido espancada
na véspera do casamento
em 1979
ou 1978
...
...






juntamos os cacos
os seus e os meus
nunca (?) houve amor (?)
.
.
quando a prima morta, vc sofreu
quando eu quase caí do Uno, você sofreu
...
você me bateu na cara quando cantei
"i know it's time to close now
i better like to go now"

mas eu acho que eu te amo
sei lá que merda é essa de amor também
vira sapato
vira sola de sapato

a palavra fica
dessignificada
de tanto dita
sem sentido
maltratada
dessignificada

tanto que eu não a repito
não.

sei lá.
me sinto com os pés no piche.
eu te amo?

eu...
te...
....
..a..
m...
....
....(?)

Impeachment

Acabei de ter um sonho louco:
Era uma cerimônia. Talvez a do Impeachment.
A Dilma me segurou pelo pescoço. Falou umas merdas. Tirei a mão dela.
Subiu no palanque e fez uma saudação nazista enquanto discursava.
Começou a tocar o hino nacional. Todos cantando.
A PTzada começa a atrapalhar o hino gritando "não vai ter golpe!"
Nisso, o Collor, que estava do meu lado, começa a mijar em mim.
Eu não consigo sair, porque tinha muita gente.
Ele com aquele risinho cínico e eu gritava: "Filho da puta!!! Canalha!!!! O Collor mijou em mim!!! O COLLOR MIJOU EM MIM!!!!"
.
.
.
Acordo com Canção para Dormir, do Júpiter Maçã na cabeça:
https://www.youtube.com/watch?v=13H3HM6ddms

sexta-feira, 25 de março de 2016

Páscoa

O que esperar de um povo que nunca vai ao teatro, mas mesmo assim anualmente vai às lágrimas vendo uma montagem tosca na qual um cidadão é espancado, açoitado, furado e ao fim, crucificado?
Todo "santo" ano!
Esse episódio tétrico.
Esse mesmo povo que ajoelha-se em tocos de madeira e oram olhando para cima, em um lugar ornado de ouro. Ouro esse manchado de sangue dos habitantes da terra que antes aqui existiam.
Povinho esse que enche o cu de picanha 363 dias. Mas 1 dia come peixe. E outro, no fim do ano, come ave.
Povinho tosco e hipócrita que tem plena confiança nos homens de saia. Esses homens santos que gostam de meninos impúberes.
Machucam seus joelhos, comem animais mortos, jogam suas crias para os leões.
Esse mesmo povinho hipócrita.
Que gosta de falar da vida alheia, apontar o dedo, apontar defeitos.
Passam o ano fazendo isso.
E um dia, um belo dia, enchem o rabo de chocolate e bacalhau e fingem que se importam com alguma coisa.
Chifram seus cônjuges, colocam foto com filho no Tinder, xingam mendigo, falam que pobre é vagabundo.
Mas nesse UM dia, ó! Que belos cristãos.
Comem bacalhau, comem chocolate, ajoelham-se e falam com seu amigo imaginário que nunca responde.
Ô, povinho BOSTA!!!

...
Fazer o que, né?
Os do outro lado, além de se ajoelharem e conversarem com amigo imaginário que nunca responde, ainda EXPLODEM OS OUTROS.

Vem logo, meteoro!
Ô, povinho BOSTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 19 de março de 2016

Feijoada e terapia

Não sei o que aconteceu comigo depois dos 30, dos 32...
(Nunca confie em ninguém com mais de 30)
Quem disse isso?
Sei que fiquei londe do editor de textos
Talvez tenha extravasado de outra forma...
Como chorando em filmes e seriados
Sei que ontem tive uma caganeira
Por tomar weiss e dunkel de barriga vazia
Na verdade essa caganeira vem já do dia anterior
Eu pareço que não tenho dó do meu corpo
Estou com um buscopan na boca, vou engolir
Com uma Eisenbahn Strong Golden Ale de 8,5%

Hoje acordei pensando na música Bliss - i hear you call
Sempre acordo com uma trilha musical na cabeça
Ainda bem que isso não me incomoda
Senão teria me deixado louco
Mais louco do que já sou

Ontem assisti A Paixão de JL
Um jovem
Jovem de 35 anos, minha idade
Hoje (2016) somos jovens
em 1992, já era para ser um senhor pai de família
Pois bem... Ele tinha 35 anos em 1992
Era sensível, artista, fazia arte com feltros
Ganhou ou achou ou comprou (entrei atrasado no cinema)
um gravador de áudio.. aquelas fitinhas cassete
Gravou seu diário... Contando que era homossexual...
tinha vergonha de se assumir para sua família...
Não queria dar um desgosto daqueles
Falava de seus namorados... Parecia tímido... Sensível...
Não que eu seja (homossexual)
Aliás, sou assexual, o que desperta mais espanto ainda
Mas tenho minhas parafilias... Nenhuma ilegal... mas algumas que beiram
...
O negócio é que você o acompanha durante 82 minutos, guiado por sua voz
até que o ouve dar os últimos suspiros em áudio...
causados pela imunidade baixa...
causada pelo...
HIV....
positivo....

(Tem umas lésbicas morando do meu lado
não gosto da alegria delas
porque elas são jovens
e fumam maconha
e gostam de chupar buceta
e são felizes)

Pois bem,
Acordei com I HEAR YOU CALL
I HEAR YOU CALL MY NAME
This what they call
AMERICA
I hear you call my name
E fui almoçar feijoada com minha mãe, minha irmã e meu cunhado
E nos perdemos, tinha que circundar uma praça
E minha mãe perguntava pra minha irmã se era pra esquerda ou pra direita que deveria virar
Sendo que a porra da praça estava à nossa esquerda!
Como que vai circundar a porra da praça se a porra da minha mãe quer virar à direita e ir
à tangente
para longe da praça!
Eu como,
converso um pouco...
(Converso mais com minha solidão)
E na hora de ir embora percebo que no rosto da minha mãe faltava uma parte
um bife
um bifinho
mas ainda um bife
de carne faltando por conta de um câncer de pele
E eu que no carro fui achando
Que mulher burra.. como que pode querer circundar uma praça saindo pela tangente dela
Como pode ter se aposentado com um cargo tão alto... Deve ter dado pra mais alguém
É essa a imagem que eu tenho na minha mente
E quando ouso (eu quase nunca ouso)
Quando eu ouso olhar, ela é aquela figura frágil
Faltando uma parte
(Será que é por isso que eu não ouso olhar?)
Essa parte que nunca vai voltar
E eu tenho esse bloqueio
De não ter toda a empatia que eu deveria ter
E que quando eu resolver fazer terapia pra resolver isso
Não é só essa parte que vai faltar dela
Vai ser a parte inteira. O TODO.
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