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domingo, 11 de maio de 2008

(2005) A Teoria do Convencionismo, Pura Probabilidade e Relatividade

A Teoria do Convencionismo, Pura Probabilidade e Relatividade - Um ensaio libertário
por Diego Pinheiro


Glossário:

convenção
do Lat. conventione
s. f.,
ajuste verbal ou escrito, entre duas ou mais pessoas;
acordo;
convénio;
pacto;
tratado;
acordo entre partidos ou nações que se hostilizavam;
aquilo que, tacitamente, se considera admitido nas relações sociais;
Hist.,
uma das assembleias legislativas da Primeira República francesa.


probabilística
fem. sing. de probabilístico


probabilidade | s. f.
do Lat. probabilitate
s. f.,
qualidade do que é provável;
verosimilhança;
Estat.,
quociente entre o número de casos favoráveis à ocorrência do acontecimento e o número de casos possíveis do universo.


relatividade
s. f.,
qualidade ou estado do que é relativo;
contingência;
condicionalidade;
Fís.,
teoria da -: cada uma das duas teorias desenvolvidas por Albert Einstein (1879-1955), a teoria da relatividade restrita e a teoria da relatividade geral que, baseadas em novas concepções dos conceitos de tempo, espaço e movimento, conduziram ao estabelecimento de um modelo do universo alternativo ao modelo de Newton.


dogma
do Lat. dogma < Gr. dógma, decisão, decreto
s. m.,
ponto fundamental e indiscutível de uma crença religiosa;
fig.,
proposição apresentada e aceite como incontestável e indiscutível.


método científico
"Quando existem várias formas de explicar algo, a certa é a mais simples."
"Argumentos não removem a dúvida, de forma que a mente possa descansar na certeza do conhecimento da verdade, a menos que a encontre a experimentação".
"É desnecessário fazer com mais o que se pode fazer com menos."
"O essencial não deve ser multiplicado sem necessidade
O melhor meio de evitar abusos e incompreensões de parte a parte é tornar o povo cientificamente informado a fim de que compreenda as implicações de tais investigações."
"Se a ciência for considerada um sacerdócio fechado, demasiado difícil e misterioso para compreensão de uma pessoa de cultura mediana, o perigo do desentendimento será maior. Se a ciência, porém, for um tópico de interesse e consideração geral, se seus encantos e conseqüências sociais forem discutidos com competência e regularidade nas escolas, na imprensa e à mesa de jantar, teremos aumentado as possibilidades de aprender como o mundo realmente é, para melhorarmos a ambos, a nós e a ele."


Introdução:

Explicando através do ceticismo, tomando como base de pensamento a LÓGICA e um pensamento REALISTA, esta teoria por si tem como objetivo tentar provar que tudo no mundo é relativo e que quase tudo é explicado pelo convencionismo ou mera probabilística; sendo que a palavra "convenção" assume, neste contexto, o sinônimo de "cultural" também.
A probailística nada mais é do que um sorteio, um jogo de dados ou de cartas do acaso. Ou seja, uma chance de acontecer tal evento em um determinado número de tentativas. No caso, na primeira "jogada".


Como teoria é massante e a prática extremamente esclarecedora e explicativa, exemplifiquemos:


Por exemplo, por que as garrafas de vidro de cerveja e refrigerante suportam 660 mililitros de líquido?
Mero convencionismo. Alguém algum dia fez algum cálculo e chegou á conclusão de que seria este o número aproximadamente ideal para o consumo e venda do produto, sem haver o disperdício.


A religião espírita afirma que alguém que tenha pecado em "vidas passadas", nascerá com alguma deformação física ou mental, como um castigo.
Esta teoria tenta argumentar que este caso isolado assim como tantos outros, é como um jogo de dados. A probabilística explica que pelo menos um número Y dentro de um universo X sairão com tais anomalias. Isto se explica devido à *GENÉTICA*, comprovada cientificamente. (sem falar sobre a falta de explicação sobre os milhões de "almas" surgidas nas últimas décadas)


Como explicar o contemplamento da "beleza" e as "coisas" tão "perfeitas" do mundo em que vivemos (essas chamadas "coisas de deus")
Probabilística. Tudo é formado por moléculas, que por sua vez são formadas de átomos.
Na natureza, um átomo juntando-se a outro, forma diversos organismos ou coisas inanimadas. Portanto, se "jogassem os dados" novamente (criação do universo), tudo teria como composição substâncias diferenciadas, formando outras composições. Iriam achar lindo e perfeito do mesmo jeito. A questão de beleza e perfeccionismo é relativo.


Comportamento à mesa
Arrotar, apoiar os cotovelos, e até mesmo o modo de segurar os talheres. É simplesmente uma questão cultural, ou melhor: convenção. Alguém um dia criou uma certa "atitude" e conseguiu convencer algumas pessoas de que seu modo de pensar era correto. Isto acontece com todas as religiões, onde algum "espertalhão", querendo tomar vantagem dos outros, inventou e impôs como correto a todo um grupo de pessoas que postriormente passaram a idéia adiante. (Mesmo porque em algumas culturas arrotar não é degradante, e sim, respeitoso).


Evolução do mundo
Convencionismo ignorante, que está sendo derrubado. É sabido que as duas maiores correntes de pensamento com relação à criação e evolução do mundo são: Criacionista (na qual tudo foi criado por um ser "divino superior") e Darwinista (na qual o homem "surgiu" da evolução de um ancestral comum aos macacos).
É muito mais provável (e isto baseado no método científico) de que probabilistica/randomicamente os elementos que compõe o universo são "casados" conforme sua potencialidade em se juntar.
Nada é certo, mas através do método científico, pode-se chegar à conclusão de que os criacionistas estão "menos certos" (segundo estudos, fósseis, carbono 12, etc)


Dizer "saúde" a alguém que espirra
É convencionismo. Inventaram que é "de muito bom tom" fazer isto. Não que efetivamente vá a trazer saúde à pessoa gripada. Mas sim, uma mera convenção de alguém que achou bonito ou educado. É também uma questão cultural, tomando como pensamento que em algumas culturas é OK desejar "saúde" a quem espirra ou tosse, assim como há culturas em que esta atitude é totalmente reprovável, como aplaudir o hino nacional. Totalmente relativo.


Soltar gases
Convenção. Apesar de ser extremamente natural, o odor dos gases intestinais não é agradável ao olfato humano (ao menos ao contemporâneo). Nos ensinaram desde a idade mais tenra de que tal atitude é "feia".


O padão atual de beleza
Conveção. No começo do século XX, o padrão de mulher bonita e "de aparência saudável" era das mulheres acima do peso, as "gordinhas". Hoje em dia, o padrão vigente diz que ter barriga é "feio" e as anoréxicas estão na moda (literalmente, nas passarelas).


Crer na existência de seres divinos
Convenção. Os povos antigos, (Grécia, Egito, etc) criam em várias divindades. Os gregos, por exemplo, criam em deusas e deuses que representavam o amor, a guerra, a fartura, etc. Jà os egípcios tinham como divindades o "deus" Sol, a "deusa" Lua, etc. Posteriormente, foram comprovados que tais astros nada mais são que estrelas e satélites, tendo nada de divino. De tal cultura e convencionismo, foram herdadas as religiões teístas atuais, como o judaísmo, cristianismo (ortodoxo ou não), etc. Sendo todas estas filhas/herdeiras de todo este pensamento antiquado, fantasioso e conformista. O mesmo vale para a crença em figuras bíblicas cuja existência não é historicamente comprovada.


A questão do "Certo x Errado"
A verdade é extremamente relativa, sendo que possui dois ou mais lados. Ouvindo duas pessoas, duas versões da mesma história, e com a ajuda do pensamento filosófico, pode-se chegar à conclusão de que ninguém possui a verdade absoluta.
Por exemplo:
Alguém que rouba afim de alimentar seus familiares.
Em alguns países, prende-se; em outros, mata-se (relatividade).
Não pode-se julgar esta pessoa. Na "verdade", ninguém deveria ter o poder de julgar outrem. Pois, por exemplo, um juiz que ganha seu salário de 5 casas decimais + auxílioS, que estudou um livrinho (legislação = convenção) escrito por seres humanos que achavam ter o poder da verdade, com todos seus defeitos, não deveria ter o "poder" de julgar outra pessoa. Ninguém é perfeito, quanto mais a ter poder de julgar um semelhante.


O tempo
Relativo. É onde mistura-se relatividade e convenção. O tempo é ralativo, já dizia Albert Einstein. E é marcado por dias, horas, minutos e segundos.
Apesar de ser um fato natural a concepção do dia e da noite, o relógio é um instrumento usado pela humanidade para REGULAR (fazer de regra) o tempo de cada um. Andar sem relógio hoje em dia é considerado desleixado, irresponsável e politicamente incorreto.
Isto sem contar que a passagem do tempo é extremamente pessoal, depende de todo um contexto. Como por exemplo, atividade prazerosa ou não, pessoas ao redor agradáveis ou não, etc.


O trabalho:
Também uma convenção de ideologia, nascida no século XVIII com o advento das máquinas e produção em série.
É um assunto relativo e ao mesmo tempo delicado. Pois como religião, a grande maioria estagna em uma opinião própria e digamos, global. A maioria das pessoas pensam que o trabalho "dignifica" o Homem. Nada mais falacioso, pois o trabalho ENVELHECE o Homem. O que há de digno em gastar a vida trabalhando a fim de aumentar o lucro do patrão, perder de ganhar para si e morrer na miséria, velho e cansado?
Será que o operário braçal realmente se vangloria por gastar seu suor?


Praticar a mesma religião que a maioria da nação:
Hoje em dia, a maioria de brasileiros são católicos. Mesmo sem entender o que é dito na missa (convencionismo, aceitação), teimam em seguir o que a maioria professa (por imposição familiar ou social), ignorando ou fazendo-se de desentendidos quando o assunto é a intolerância, apoio ao escreavismo e o derramamento de sangue que a Igreja causou em épocas passadas.


Sobre o comportamento sexual:
"Adolescentes não podem ter relções sexuais com 'adultos'"
É totalmente relativo. Alguém que já menstrua, possui um corpo de adulto (seios, pêlos púbicos) e tem a vida sexual potencialmente à atividade, não é aceito pelas regras atuais (conveção) que tenha relações sexuais com pessoas mais velhas (com consentimento, óbvio).
No mundo antigo, era perfeitamente comum a existência da homosexualidade, zoofilia, incesto e pedofilia, por exemplo.
Este posicionamento, totalmente hipócrita, é totalmente apoiado pelos "donos da verdade", que são os pais do convencionismo. No caso, os "perfeitos" e hipócritas legisladores e religiosos em geral.


O uso de drogas:
Convencionismo hipócrita. Até o começo do século XX, a maioria das drogas eram descriminalizadas, o usuário nem o comerciante (hoje chamado de traficante) sofriam penas. O ser humano deveria utilizar e alimentar sua mente com a substância que mais lhe apetecer. Porém, hoje em dia, são taxados com todo o tipo de preconceito, por fazerem uso de (em muitas vezes) substâncias naturais. É mero convencionismo, tendo em vista que o que é "legal", é o álcool e cigarro industrializados, que matam milhões por ano, direta ou indiretamente.


Conclusão:

Muito é crendice popular. O povo não reflete sobre a origem de seus ideais. Têm o pensamento primal de que "tudo sempre foi assim" e que "tudo é assim porque deus quis", sendo instrumento da proliferação da ignorância.

Por muitos anos as idéias são levadas, e mantidas. E é muito difícil alguém quebrar tal barreira, tamanho é o alicerce o qual suporta.

Os grandes culpados são legisladores e líderes (religiosos ou não), em sua maioria. Tornando a humanidade ignorante, obsoleta e intolerante a novas modificações.

Como conclusão, você leitor, escolha suas dúvidas favoritas com relação à humanidade ou o universo e tente aplicar a Teoria do Convencionismo, Pura Probabilidade e Relatividade, que em sua grande maioria, serão respondidas com base à lógica, ciência e filosofia.

Seres humanos inteligentes pensam. Os burros, aceitam dogmas.



Comentários:

por Vagner Kerber (Cenôra)
dark666carrot@hotmail.com

Parabens Cabelo, muito bom o texto.
Essa coisa de convenção é uma merda, faz o que tu queres, há de ser tudo da
lei,
Quem é a lei? quem fez a lei? será q essa pessoa é melhor ou pior que nós
que temos q obedecer, ou será que ela só fez essas convenções pq veio antes
a esse mundo de forma probabilistica e conseguiu ludibriar os otários(nós)
com estas.
Palhaçada mesmo aceitar tudo isso e não contestar nada, não tentar quebrar
os paradigmas, não tentar fugir dessas dimensão do espaço x tempo,
convencionada pelo próprio ser humano
O problema é q o ser humano é um ser muito burro, sózinho ele é inteligente,
mas quando está em grupo é igual uma manada de boi, se não for tratado como
um animal, nada vai adiantar.
Mas é por aí...

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