"(...) estas hóstias que você está vendo são o esperma de Cristo transformado em bolinhas. E o vinho, os eclesiásticos dizem que é o sangue. Enganam-nos. Se fosse realmente o sangue, eles beberiam vinho tinto, mas só bebem vinho branco, porque sabem perfeitamente que se trata de urina" - A História do Olho, de Georges Bataille.
Eu vi um anjo, ou melhor, uma anja. Pele clara, cabelos idem, compridos e de vestido. De tão branca, reluzia o branco dos céus.
Ao contrário dos funcionários e funcionárias do Habibs. Parece ser obrigatório as tatuagens de cadeia para trabalhar lá. Deve ser algum tipo de cota para ex-presidiários. From hell.
Salvador é logo ali.
O inferno deve ser assim, como o Habibs, mas sem as promoções.
No mundo tosco, iliterato, iletrado e pobre, eles falam alto, tomam sol na laje, tomam porres de Kaiser com cachaça e enfiam a porrada na família. Esse é o conceito de felicidade, pessoal e intransferível.
Muito estranho ver alguém de terno e mochila nas costas. A ocasião sugere uma maletinha, como meu pai usava sendo fiscal da Receita.
A fila do Subway tá enorme hoje. Tem uma gringarada, pessoal de escoteiro ou escola naval, sei lá. Same shit.
Pessoal, alto, nórdico. Lembro do Caco Antibes. Tem uns chineses, um jamaicano...
Brincam que curitibano acha que vive na Europa. Acho que somos cosmopolitas com um pólo atrativo. Muito estranho ser cosmopolita assim, sem sair de casa. O mundo que veio a mim.
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