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sábado, 14 de maio de 2016

Robôs

Tive um sonho.
Havia um livro sobre robôs humanóides. Eu tinha lido e relido até a metade.
E vivíamos em um futuro distópico onde essa realidade já existia.
Eu ajudava um amigo a fazer alongamentos. Eu era uma espécie de apoio e a força que ele aplicava em mim me machucava, deixava minha coxa direita dolorida.
Havia um ser ciente, conhecidamente robô. Uma versão mais simplória, que não entendia ironia e era um pouco infantil e ingênuo.
Estava caminhando com este robô quando conhecemos uma garota, de uns 16 anos. Logo ficamos muito amigos. Dormíamos os três entrelaçados, em forma de valete, ou um de nós com a cabeça entre as coxas da garota, deitados na grama.
Um dia ela fez uma piada. Nós rimos. E o robô não entendeu mas riu mesmo assim. E ele repetia "- what you mean?". E ela imitava-o, rindo e repetindo "- what you mean?". E ríamos da ingenuidade eletrônica.
Certa feita estávamos brincando de escorregar uma ladeira quando me deu um estalo. Comentei assim com a garota:
- Eu já li o livro e estou relendo. Estou na metade. Tem uma coisa que eu desconfio, mas não me conte.
E ela:
- O que é?
E eu:
- Oras. A garota mora na rua... Nenhum dos três tem casa...
E ela:
- É porque a garota tem mais de 16 anos. É emancipada.
Eu:
- Mesmo assim. Mas tem algo em comum... Entre você e ele. Entre nós tr...
Ela me interrompeu:
- Você também!
E eu:
- Eu sei!

Acordei com o coração na boca e nos segundos que sucederam fiquei totalmente aterrorizado sem ter como saber se eu realmente NÃO era um robô.

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