O que esperar de um povo que nunca vai ao teatro, mas mesmo assim anualmente vai às lágrimas vendo uma montagem tosca na qual um cidadão é espancado, açoitado, furado e ao fim, crucificado?
Todo "santo" ano!
Esse episódio tétrico.
Esse mesmo povo que ajoelha-se em tocos de madeira e oram olhando para cima, em um lugar ornado de ouro. Ouro esse manchado de sangue dos habitantes da terra que antes aqui existiam.
Povinho esse que enche o cu de picanha 363 dias. Mas 1 dia come peixe. E outro, no fim do ano, come ave.
Povinho tosco e hipócrita que tem plena confiança nos homens de saia. Esses homens santos que gostam de meninos impúberes.
Machucam seus joelhos, comem animais mortos, jogam suas crias para os leões.
Esse mesmo povinho hipócrita.
Que gosta de falar da vida alheia, apontar o dedo, apontar defeitos.
Passam o ano fazendo isso.
E um dia, um belo dia, enchem o rabo de chocolate e bacalhau e fingem que se importam com alguma coisa.
Chifram seus cônjuges, colocam foto com filho no Tinder, xingam mendigo, falam que pobre é vagabundo.
Mas nesse UM dia, ó! Que belos cristãos.
Comem bacalhau, comem chocolate, ajoelham-se e falam com seu amigo imaginário que nunca responde.
Ô, povinho BOSTA!!!
...
Fazer o que, né?
Os do outro lado, além de se ajoelharem e conversarem com amigo imaginário que nunca responde, ainda EXPLODEM OS OUTROS.
Vem logo, meteoro!
Ô, povinho BOSTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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