Com exceção ao neo-satanismo (que me parece um pouco mais elevado) e levando em consideração somente o satanismo clássico, quero tecer alguns comentários:
Li a Bíblia Satânica. Algo meio nietzschiana (em comparação ao "super homem" / Zaratustra - também de Nietzsche -, etc. Interessante. Só "peca" ao final, onde tem "receitas" de rituais. Inclusive li essa semana o livro de "São" Cipriano - por curiosidade, já que soube que nele haviam algumas rezas - e "rituais" - para a finalidade de exorcismo. Igualmente, no final também constam diversas "simpatias" que vão desde manter o cabelo loiro, ou negro, ou que não caia; até algo muito similar à dita "magia negra" (outra "bullshit" - como diriam Penn & Teller) às quais são claramente direcionadas à TENTATIVA (e à ilusão) DE realizar o mal para outrem. Algo um pouco surreal para a obra de um dito "santo". Mas enfim: ambos os livros me pareceram exatamente farinha do mesmo saco. Qualquer cético abominaria a existência de rituais. Isso não condiz com o ateísmo. Mesmo porque "satanismo" implica na crença em um "demônio" (ou vários), sendo o "maior" deles - Lúcifer! - etc, etc. É a mesma idolatria à qual os crentes se referem ao "Deus" (deus) Javé. Criaturas igualmente inexistentes. Por essas e outras considero o satanismo altamente incongruente ao ceticismo e sobretudo ao ateísmo. Outra crítica que tenho a esse tipo de ideologia é a massificação. O efeito manada. Todos vestindo a mesma cor de roupas (pretas), cabelos compridos e barba igualmente comprida. E ouvindo o mesmo estilo de música: o "'deus' metal". Não há algo mais patético. Não se diferem nada das crentes com seus cabelões e saiotes ouvindo música gospel. E não se diferem em nada igualmente em relação aos pagodeiros, sertanejos ou "emos" ("tribo" a qual nem existe mais - em teoria - mas estou utilizando somente a nível de comparação de pateticidade). A música é uma arte tão bela, rica e tão cheia de (quase) infinitos ritmos, que é no mínimo uma ignorante falta de sensibilidade se ater somente a ouvir um único estilo musical e cultuá-lo de maneira (quase?) religiosa. Dito isso:
Com relação ao aborto, já que não há a existência de "alma", mas sim de VIDA, o debate científico se divide. Depende de quantos dias/semanas/meses a gestação está em progresso. N'a "pílula do dia seguinte" não vejo problema. Visto que ela é tomada LITERALMENTE no "dia seguinte". Já aos 8 meses e 29 dias de gestação com certeza há um assassinato, um infanticídio. Existe toda uma escala cinza. Nada é binário ou simplista. Não é "8 ou 80".
Nenhum comentário:
Postar um comentário