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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Inceso efebófilo

Assunto: "Tenho 15 anos e sou filha de pastor. Meu pai me estuprou, me agrediu e estou com medo dele (sic) me matar."

[AnarcoArte] - Ele tinha que ter feito com carinho, não com violência

[Fulana] - Vc eh muito doente.

[AnarcoArte] - Se pensar de forma diferente do que seus conceitos pré-definidos e encaixotados acreditam é digno de um CID-10, e se a recíproca fosse verdadeira, para mim você também seria "doente", tia. O que é uma falácia.

[Beltrana] - Doente mesmo!

[AnarcoArte] - A maneira binária e ignorante de vocês pensarem ignora milhões de casos felizes de relações inter-etárias e até incestuosas que ocorrem no mundo. Principalmente no Oriente. É uma questão cultural. Lá eles não têm vergonha disso, não consideram tabu e aceitam com total naturalidade. Não precisando agir de violência, e sim, com amor. Por isso meu comentário.

[Beltrana] - Incesto e pedofilia? Vomitos eternos pra isso e para quem defende!!!

[AnarcoArte] - Note que incesto é uma coisa e pedofilia é outra completamente diferente. Às vezes andam juntas mas nem sempre é uma regra.
Incesto é relação entre parentes de primeiro grau: pais, filhos, avós, tios e primos. Sendo homo ou hétero-erótico. E independe da idade (podem ser ambos adultos).
PEDOfilia é sentir atração sexual por criança (de) até 11 anos completos. PONTO.
Pedo é criança. EFEBO é adolescente, jovem adulto. E efebofilia não é crime e nem é considerado doença mental segundo o guia médico CID-10.
Lembrando que adolescentes (12 a 17) anos NÃO SÃO considerados crianças, no ponto de vista científico e biológico - também, segundo a própria Organização Mundial da Saúde (OMS).
Consideremos para essa ginástica mental que todo(a) adolescente é um jovem adulto, saudável e com desejos sexuais. O que é da natureza humana.
Pois bem. Dito isso.
Existem tribos, não de índios, mas pequenos povoados de camponeses no interior da Amazônia onde é a cultura deles os pais iniciarem as filhas. Principalmente quando a mãe morre ou está muito velha. Geralmente a mais nova toma o lugar da mãe. E a grande maioria lá faz isso e desde "sempre" (ou desde que as várias gerações se lembram) foi assim. Para eles. A normalidade.
Já em lugares interioranos e praianos um pouco menos liberais surgiu a lenda do Boto Cor-de-rosa. Que era um animal que seduzia e engravidava as jovens moças. Quando na verdade em muitas vezes seriam seus pais ou algum vizinho.
Depois que comecei a fomentar o debate aqui sobre esse tema, me informei mais lendo cinco livros sobre o assunto. E como eu já imaginava, é uma questão meramente cultural e de TABU.
E em um desses cinco livros, um estudo nos Estados Unidos, mostrava que 60% dos casos de incesto foram traumáticos. Mas também 40% (quase metade!) foi considerado "normal" e NÃO traumático.
Por isso citei a questão da violência. Muito provavelmente esses 60% de casos considerados traumáticos para a pessoa mais jovem do casal foram pela causa de o parceiro mais velho ter usado de violência.
Pergunte para um ribeirinho amazonense se ele precisa pegar à força a filha, ou a um casal inter-etário no interior da Ásia se precisa usar de violência. Vão falar que NÃO. Pois quando é considerado normalidade, não precisa ser traumático. Isso é culpa da pseudo-moral hipócrita cristã. Se fosse considerado com mais liberdade o tema não seria tão tabu. Como na Alemanha ou no Japão. Onde casais interetários e até consenguíneos estão saindo da ilegalidade.
Resumindo: pedofilia é realmente mal. Mas incesto nem sempre é pedofílico. O que está sendo discutido é a questão do incesto. E incesto não-pedofílico.

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