domingo, 26 de maio de 2013
Sonho #20130526
Eu era o Roger do American Dad. Estava andando de bicicleta quando vi outra ETzinha: "quanto tempo!". Corta a cena. Eu tinha me relacionado com ela e agora estava devendo pro cafetão. Corta a cena novamente. Me prostituí e nem vi devido ao time lapse. Quitada a dívida, eu já era eu mesmo e estava atrasado pro trabalho. Entrava às 14h e já eram mais de 15h.
A baia era na rua, na Lysimaco com a Mateus Leme, onde é uma concessionária. O chefe não estava, tinha trabalho pra fazer mas tinha uns quadrinhos pra ler. Parou uma van com a porta de trás aberta e fiquei tentando ver o que tinha dentro. Depois que vi, era um casal gay o qual um veio buscar seu cônjuge. Voltei à minha leitura.
Era final de sexta-feira. Agora já estava no prédio novo da Celepar. Atravessei a rua e onde é a farmácia era uma pizzaria. Pedi uma Coca grande e enquanto isso o Roger estava lá. Falou que tinha uma garota que ficava comigo e com ele mas agora ela estava estudando e namorando. E ele fazia uns trejeitos, massageando seus seios de cartooon, arremedando ela.
Voltei ao trabalho, que dessa vez era na sacada do meu apartamento na 7 de setembro e tinha umas bananas já apodrecendo. Perguntei pro Radoski se eram dele. Ele negou e falei "tô morrendo de fome". Aí ele "mas como é que você vai comer se não sabe de quem é?". Realmente. Já era sexta à noite e aquelas bananas iriam apodrecer o final de semana inteiro. Acabei não comendo. Matei os 2 litros de Coca. Uma ferida daquelas tipo assadura no canto da boca me incomodava.
Na revista que eu estava lendo havia um ensaio fotográfico sobre a morte. O ensaio era feito com manequins, desses de laboratório de anatomia que aparecem os músculos. Tinha um sentado e com a cabeça deitada em uma mesa, olhando pro lado, onde jazia um outro manequim menor, simbolizando a mortalidade infantil. Tinha um outro cidadão vivo, dentro de um caixão, ilustrando a matéria "Tenho câncer e vou reescrever a Bíblia". Ele queria reescrevê-la antes de morrer, substituindo as partes que falam em castigo e ódio por frases otimistas.
Acordei às 6 da manhã. Matei o resto de uma Fanta e notei que a ferida na boca era só no sonho. Na cabeça, aquela música dos Racionais que diz "era o quadro do terror / e eu que fui o autor" e um pouco deprimido com nossa falibilidade humana perante a morte. Como quem pensa "pra que ler, se o fim é certo"?
O fim é certo. E ler controi um caráter. Mas nesse meio tempo, um dos sentidos da vida é amar. Por mais clichê e piegas que isso soe. E eu que sempre preguei que o sentido da vida é o individualismo em contraponto ao altruísmo, estou aprendendo.
Vou salvar o arquivo e no computador o último sonho é de EXATAMENTE 1 ano atrás. Dia 26 de maio.
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