Minha mãe me ligou para que eu fosse bem vestido na "festa" de noivado da minha irmã. Que vai ser somente um almoço EM FAMÍLIA com 9 pessoas.
Eu me ofendi por ela achar que tem um filho mendigo. Falei que sou mal vestido mesmo e que não tenho que agradar ninguém. Ainda mais "sogros" que nem meus são.
Ademais, alguém que vai ser da minha FAMÍLIA não pode se importar com como eu sou ou como me visto.
Só corto o cabelo duas vezes ao ano. E zero a barba em tal ocasião. Os pêlos do corpo são um ciclo. Corto-os bem curtinhos. Durante os meses seguintes vou ficando como o "Rolo" da Turma da Mõnica (a original, não essa babaquice nova anime). Até que a coisa (cabelo/barba) fique (quase) uma coisa só. E a cada 6 meses repito o processo. É simples, é prático e não é custoso.
Você tem que ser quem você é. E os pêlos são quem você é. São uma parte disso. Que é você. E o espelho está aí na sua frente, encarando-o(a). Só não vá se autohipnotizar.
A pessoa tem que estar bem consigo. Eu estou de bem com minha "obesidade", a minha barriga de chopp. Mas aparentemente quem menos importa - ou seja - as demais pessoas, não. Já tomei "invertidas" da minha própria mãe e da mãe de meu melhor amigo na época. Reclamando (!) da minha barriga. A mãe do amigo mandou eu colocar uma camiseta. Só faltou se referir como 'tal monstruosidade". Mas foi pouco menos escrota. Na época pensei na resposta: "Para quê? Não vou te comer!". Mas fui um gentleman. Mesmo porque estava hospedado na casa de praia de seu marido. Mas já me referi a isso no Nouveau riche. Minhas senhoras, vamos olhar para o próprio umbigo! (Figurativa e literalmente!).
Mas até minha mãe (que outrora criticara minha barriga) agora critica minhas vestes.
Eu sou inteligente. Eu juro que já me disseram.
Mas diante de tanta ignorância e "imbecil coletivo", a face que mais mostro é a face do realismo, da transparência da minha "alma"; é a face do sarcasmo, da ironia e do escárnio.
Sou polêmico, critico valores morais, cristãos. Critico charlatanismo, vidência, religião, espiritismo, pseudociência. E por viver num país essencialmente cristão (católico e evangélico), as divergências de opiniões são gritantes.
Sou um chaovinista, de opiniões polêmicas e bipolares entre si as quais misturam extrema direita e extrema esquerda.
Se fosse pra ser um herói, eu seria um anti-herói. Eu acabei me desenhando assim.
E é por essas opiniões fortes e discordantes (das quais a maioria das pessoas pensam) é que as pessoas em geral (amigos e familiares) se afastam de mim.
E é porque esses valores errôneos de "quem desenvolve a melhor máscara" é que contam na avaliação pessoal de cada um em pleno 2012 e que as pessoas só se olham mas não se enxergam.
E é por isso que minha mãe vai morrer achando que eu sou um bosta.
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