Vendo Slaughtered Vomit Dolls em fast forward fiquei com a cabeça vazia um pouco e me veio uma questão filosófica.
Por que as pessoas se acomodam, não crescem intelectualmente? Ficam presas às mesmas coisas mundanas (?)
"Detesta o patrão no emprego / Sem ver que o patrão sempre esteve em você / E dorme com a esposa por quem já não sente amor / Será que é medo? / Por quê? / Você faz isso com você".
Todos têm um pouco disso. Mas vai da válvula de escape de cada um.
Alguns vão em busca da expansão da mente. Os que se perdem por esses caminhos são fracos.
Mas pior do que estes são os que nunca ousaram e ainda assim criticam sem o menor embasamento.
Somente quem conheceu o outro lado pode falar que não é bom.
Por exemplo, só quem leu as duas bíblias, o alcorão, livros espíritas, assistiu muita tv-crente e leu muito Richard Dawkins e James Randi pode contestar algo pseudo-espiritual.
O resto das pessoas - as que não se informam e não refletem - falam com a propriedade de estudiosos. Chamam adolescentes de "pedofilia", são "contra as drogas" mas enchem a cara de café o dia inteiro, e outras opiniões superficiais sobre assuntos nem um pouco superficiais.
Têm a opinião formada pela televisão e pela opinião de outras pessoas. Têm preguiça de pensar
Alguns vão atrás do conhecimento, procuram incessantemente livros e filmes.
Outros se alienam. Chamo-os idiotas. Nas horas vagas assistem televisão, jogam videogame (com a permissão e no horário que a mamãe/esposa deixar). Assistem à Globo, riem do Zorra Total (piadas de tombos, bordões e trocadilhos eles adoram). Não lêem e por consequência não sabem escrever. Constantemente trocam "mas" por "mais", "ansioso" por "ancioso" e por aí vai.
São lobotomizados, coitados. Vão ao cinema para comer e tomar refrigerante. Esperam ansiosos pelo novo filme dos "X-Men", gostam do que passa no Telecine Pipoca. São contra carteirinhas falsas para pegar meia entrada (por falta de culhões de usar), mas fazem cambalacho e sonegam impostos quando encomendam de fora do país suas roupinhas fúteis de marca. Assistem ao Discovery Channel para pagarem de cultos em alguma conversa oportuna. Conversa esta que nunca chega, porque quando encontram outros medíocres discutem futebol.
Aliás, adoram futebol mas são contra qualquer outro tipo de arte, como o teatro. São do tipo que tem xodó por seus carros e odeiam ciclistas.
Quem já passou por isso acha infantil, raso. Quem já passou pela mediocridade quer saber mais, procurar outros assuntos. Achar o lado B. Já conhece de cor o lugar-comum. Não precisa consumir mais. Já pensa de modo diferente, está em outra sintonia. Já não acredita em deuses e tampouco têm fé na humanidade. Porque observa. E chega à conclusão do tamanho da futilidade que o cerca. Chega a ser um pessimista, mas acima de tudo, realista. Já cansado de (super-)heróis, lhe apetece mais os anti-heróis. Contesta regras. Busca conhecer sobre coisas fora do comum: comportamentos, filmes, teorias, notícias e histórias que não são contadas, não estão na mídia. Sobre o antinatural e até sobre o bizarro.
Aí quando os idiotas lobotomizados se deparam com alguém que não usa o cabresto e não compartilha dos mesmos pensamentos fúteis, alguns se calam, outros verborralizam. Mas acima de tudo, hostilizam. Principalmente (aliás: só quando) estão em "panelinha". Tentar ridicularizar é a arma para combater o que não entendem.
Falam merda da vida de quem não conhecem e não têm intimidade. E passam a antipatizar com quem pensa diferente.
Haters gonna hate.
E um brinde à Idiocracia.
"PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDEIAS;
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS;
PESSOAS MEDIOCRES FALAM SOBRE PESSOAS."
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